Mercantil do Brasil completa 70 anos



Por Redação ASERC em 28/05/2013 às 10:53:18 na Categoria: Notícias
 
Banco ocupa hoje a 7ª posição em depósitos totais 
 
O banco Mercantil do Brasil completa hoje 70 anos de história e se consolida como o único banco médio de varejo do país. Fundado em Curvelo, nos anos 1940, como Banco Mercantil de Minas Gerais e transferido para Belo Horizonte em 1955 pelos novos proprietários, Oswaldo de Araújo e Vicente de Araújo, a instituição ocupa hoje a sétima posição em depósitos totais; a nona em carteira de crédito e a 12ª em ativos totais.
 
O vice-presidente executivo, André Brasil, explica como o banco mineiro, que nos anos 70 passou a se chamar Banco Mercantil do Brasil, foi um dos poucos a crescer nas últimas sete décadas, período de grandes mudanças na economia e no sistema financeiro. " fruto da determinação dos controladores, a família Araújo, que chega à segunda e terceira gerações tratando o negócio como um empreendimento e não como fonte de renda", ressaltou.
 
 essa determinação, salienta, aliada a investimentos em capacitação, que tem permitido ao Banco Mercantil do Brasil resistir e crescer em um mercado dominado por apenas seis instituições bancárias. Segundo o executivo, 90% desse mercado está nas mãos de gigantes como os oficiais Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF); de dois nacionais como o Itaú-Unibanco e o Bradesco e de dois estrangeiros, o HSBC e o Santander.
 
"Existem muitas outras instituições financeiras, que atuam em determinados segmentos, como os de financiamento de veículos, de crédito imobiliário, de atendimento a grandes empresas e o de crédito consignado, que é um dos que mais crescem no país", pontua Brasil. Nessa brecha de mercado, entre os gigantes e os segmentados, o Mercantil encontrou o seu espaço como banco de varejo.
 
ALISSON J. SILVA
 
O banco Mercantil do Brasil conta com uma rede de 185 agências no país e deve alcançar 200 neste ano 
 
 
Atualmente, o Mercantil do Brasil conta com uma rede de 185 agências, quatro postos de atendimento bancário (PAB) e 28 postos de atendimento eletrônico (PAE) distribuídos em quase todas as regiões do país, a exceção do Norte. A maior concentração está na região Sudeste, em especial em Minas Gerais e em São Paulo. A previsão era fechar 2014 com 200 agências, mas esta meta deve ser antecipada para este ano.
 
A ampliação da rede é um dos instrumentos do banco para aumentar as operações de crédito, que neste ano devem ter um incremento de 20%. No acumulado do ano passado, a expansão chegou a 32%, um crescimento que corresponde a duas vezes mais do que apurado no mercado (17%) e quatro vezes maior do que a dos bancos privados (8%). "Nos últimos quatro anos temos crescido acima da média do mercado", pontua Brasil.
 
No primeiro trimestre deste ano, as operações de crédito alcançaram R$ 488,115 milhões, o que significou um incremento de 24,6% em relação ao mesmo período do ano passado. 
 
As operações de crédito classificadas nas faixas de menor risco, de AA até C, representam 90,9% da carteira. Segundo Brasil, desse total, 52% são de pessoas físicas e 48% de pessoas jurídicas. A maior parte, informou, é derivada do crédito consignado, em franco crescimento.
 
 
Clientes - O número de clientes ativos também aumentou. Passou de 1,4 milhão em 2012 para cerca de 1,8 milhão este ano. Deste total, informou Brasil, cerca de 50 são de pessoas jurídicas de pequeno e médio portes, para as quais são oferecidos produtos e serviços como folha de pagamento, cobrança e capital de giro. Para as pessoas físicas, o Mercantil do Brasil oferece crédito pessoal, CDB, poupança, cartão de crédito, cheque especial, entre outros comuns em redes bancárias.
 
Mas nem todos os resultados têm sido positivos. Em virtude do desaquecimento da economia e das sucessivas reduções da taxa básica de juros Selic, nos últimos meses, também o Mercantil do Brasil tem percebido queda no lucro líqüido. No primeiro trimestre deste ano, caiu 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado. "Assim como todos, aguardamos a retomada da economia e o crescimento industrial", indicou Brasil.
 
Segundo ele, a queda de lucros não chega a ser um dado preocupante, porque o nível de rentabilidade ainda é bom. Mas merece monitoramento, considerou, tendo em vista que "a atividade bancária, especialmente de varejo, é cara e exige uma administração complexa". Nos últimos três anos foram investidos em tecnologia, recursos humanos e ampliação e reforma de agências o equivalente a R$ 31 milhões.
 
Para Brasil, a boa posição do Mercantil do Brasil em um ambiente de alta competitividade, como o bancário, pode ser explicada pelos investimentos em três pilares de sustentação: qualidade, segurança e atendimento. "Estes são nossos valores e nosso diferencial".
 
ANDRA ROCHA 
 
 
Fonte: Diário do Comércio - MG 
 
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